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Fundação João Pinheiro divulga dados sobre violência contra a mulher em Minas Gerais e no Brasil

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Entre as mulheres entrevistadas por uma pesquisa realizada este ano em todo o país pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 27% afirmaram ter sofrido violência ou agressão em 2018. Isso significa que, entre os casos reportados na amostra, uma em cada três mulheres brasileiras passaram por alguma situação de agressão no ano passado.

Estas e outras informações foram compiladas e analisadas no boletim Indicadores FJP - Violência contra a Mulher , terceiro estudo da série especial sobre a temática feminina lançado pela Fundação João Pinheiro nesta sexta-feira, 22 de março.

De forma geral, as pesquisas realizadas sobre o tema produzem dados sobre a percepção de vitimização pelas diversas violências sofridas pelas mulheres, como estupro, assédio e outras agressões, pois nem todas as vítimas registram as agressões sofridas.

No entanto, esses estudos são fundamentais para informar sobre os tipos de violência sofridos, o perfil das vítimas e as atitudes tomadas frente a esses episódios, permitindo também o cálculo de estimativas sobre o acesso das mulheres às instituições do sistema de justiça e segurança pública e sobre a provável magnitude da subnotificação desses casos de violência.

Números - Entre os casos relatados, as ameaças de agressão, incluindo episódios com faca ou arma de fogo e de amedrontamento e perseguição, foram reportados por 23% das mulheres; as ofensas verbais por 22% delas; as agressões físicas (bater, empurrar, chutar, jogar objetos, espancar, tentar estrangular) por 17%; e esfaqueamento ou tiro por 2%.

Mulheres jovens e negras declararam maior nível de vitimização, sendo que 42% da violência mais grave reportada ocorreu dentro de casa. De acordo com o estudo, se o nível de escolaridade fosse considerado como indicador de classe social, seria possível afirmar que, quanto mais pobre a mulher, maior a probabilidade de vitimização por violência em casa, enquanto, entre aquelas mais ricas, a maior vitimização ocorre na rua.

Feminicídio - Entre os tipos de violência contra a mulher, destaca-se o feminicídio, crime de ódio resultante de uma aversão ou desrespeito à condição feminina. No Brasil, a Lei nº 13.104/2015 alterou o art. 121 do Código Penal para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1o da Lei nº 8.072/1990 para incluí-lo no rol dos crimes hediondos.

O estudo aponta que, embora já seja possível contabilizar e divulgar registros de feminicídio, eles ainda não retratam a realidade. A estimativa é que haja muito mais casos desse tipo de crime do que aqueles que as instituições são capazes de contar até o momento, e que cerca de 83% dos homicídios de mulheres sejam, na verdade, feminicídios.

 

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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Informações para a imprensa: (31) 3448-9561 | 3448-9588

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