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Fundação João Pinheiro divulga dados de emprego e renda com recortes por sexo e cor no dia da Consciência Negra

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Disponível na plataforma FJP Dados, estudo mostra que as diferenças de inserção ocupacional ainda são profundas no mercado de trabalho, com impacto na desigualdade de renda

De acordo com o boletim Indicadores FJP nº 14 - Dia da Consciência Negra, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP) nesta terça-feira, 20 de novembro, entre 2012 e 2017 o aumento do desemprego afetou os negros mais fortemente do que os brancos, tanto no Brasil quanto em Minas Gerais. No estado, a renda média por hora dos homens negros e das mulheres negras corresponde a, respectivamente, 68,3% e 60,9% da dos homens brancos.

O estudo, que apresenta dados de emprego e renda em com recorte por sexo e cor para Minas Gerais referentes a 2017, teve como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Rendimentos - A renda média da população branca foi superior à média do conjunto da população, tanto entre os homens (27,2%) quanto entre as mulheres (21,2%). Situação inversa ocorreu no conjunto do contingente populacional que se autodeclarou negro: a renda média de mulheres e homens negros foi inferior à média em, respectivamente, 22,6% e 13,3%.

Para o total de ocupados em Minas Gerais no ano de 2017, a renda por hora foi de R$ 12, sendo que homens brancos receberam R$ 16; mulheres brancas, R$ 15; homens negros, R$ 11; e mulheres negras, R$ 10.

Desocupação - No Brasil, a taxa de desocupação segundo raça/cor e sexo aumentou entre 2012 e 2017 para mulheres e homens negros e brancos. Mesmo assim, é possível verificar que negros têm maior probabilidade de ficar desocupados, especialmente as mulheres, cujas taxas se distanciaram dos demais grupos.

Em Minas Gerais, 17,5% das mulheres negras que compunham a População Economicamente Ativa (PEA) estavam desocupadas em 2017, ante os 7,8%, em 2012. No caso dos homens negros, essa taxa passou de 5,7% em 2012 para 12,3%, em 2017. No período, houve variação de 7,8% para 10,1% para as mulheres brancas, e de 5,2% para 7% para os homens brancos.

De acordo com o estudo, houve uma mudança na hierarquia da taxa de desocupação no período, indicando que as mulheres negras continuam sendo as que têm mais dificuldades de inserção no mercado de trabalho e que as mulheres brancas, passam, a partir de 2014, a ter uma taxa de desocupação menor do que a dos homens negros.

Ocupação - Do total de ocupados em 2017 em Minas Gerais, 23% eram homens brancos, 18,5% mulheres brancas, 33,5% homens negros e 25% mulheres negras. Houve redução da proporção do emprego no setor privado com carteira assinada tanto para os homens negros (de 43,6%, em 2012, para 41,1%) quanto para as mulheres negras (de 33,1% para 32,2%) e sem carteira assinada para os homens negros (19,5% para 17,3%).

A proporção de mulheres negras que tinham emprego doméstico sem carteira também reduziu de 15,5% para 13,8%. Neste período, ocorreu aumento da proporção do trabalho doméstico com carteira assinada para as mulheres negras (de 6,3% para 7%). Em relação ao trabalho por conta própria, a proporção de homens negros passou de 23,3% para 26,9% e das mulheres negras, de 14,3% para 16,1%.

Da população ocupada negra, no período avaliado apenas 3,2% dos homens e 2,3% das mulheres tinham uma ocupação no grupo de dirigentes e gerentes. Para os homens negros, o grupo dos operários e artesãos da construção, das artes, mecânica e outros ofícios é o mais representativo, com 23,9% deles. Para as mulheres negras, o grupo ocupacional mais relevante é o das ocupações elementares, com 29,6% delas.

 

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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