Imprimir

Fundação João Pinheiro publica estatísticas sobre a evolução da gestão municipal do saneamento básico de Minas Gerais

Data de publicação .

A totalidade de municípios mineiros com mais de 500 mil habitantes declarou, em 2017, ter uma Política Municipal de Saneamento Básico. Em 2011, este percentual era de 75%. Embora tenha sido registrado crescimento no número de municípios de quase todas as faixas populacionais que possuíam essa política, houve retração naqueles com população entre 100 001 e 500 mil habitantes, passando dos 48% aferidos em 2011 para 42,9% 2017.

Os dados são parte do estudo Gestão Municipal do Saneamento de Minas Gerais, divulgado pela Fundação João Pinheiro nesta terça-feira, 6 de novembro, na plataforma FJP Dados com base nos resultados da pesquisa Informações Básicas Municipais - Munic - IBGE 2017. 

A pesquisa abordou os níveis de institucionalização da política de saneamento nos Territórios de Desenvolvimento mineiros, a existência dessa política nos municípios do estado por porte populacional, a disponibilidade de canais de participação dos usuários dos serviços, e o conhecimento das endemias associadas ao saneamento.

Evolução - Entre 2011 e 2017 houve um significativo crescimento no número de municípios, em todos os portes populacionais, que dispunham de política de saneamento. Municípios com população de até 5000 habitantes, porém, se destacaram: em 2011, 77,5% não tinham plano municipal de saneamento e, em 2017 apenas 32% ainda não o possuíam. 

A proporção de Planos Municipais de Saneamento Básico, segundo os tipos de serviços abrangidos, também cresceu de forma considerável no período avaliado. O abastecimento de água, que constava de 89,3% dos planos em 2011, passou a integrar 95,5% deles em 2017; o esgotamento sanitário, que compunha 88,4% dos planos, passou a figurar em 96,9% deles; a limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, que aparecia em 56,2% dos planos, registrou percentual ocorrência de 82,8% em 2017; e a drenagem e manejo de águas pluviais urbanas passou para 77,4% em 2017, contra 44,6% em 2011. 

Participação - A existência de canais de comunicação com o usuário é percentualmente maior nos municípios mais populosos. Nos municípios até 5000 habitantes o percentual de ouvidorias era de 13,4% em 2017; naqueles com faixa populacional entre 50 001 a 100 000 habitantes, 78,9% disponibilizavam esse canal aos usuários; e nos municípios com mais de 500 000 habitantes 100% mantinham canais de comunicação. 

Saúde - Considera-se endêmica uma doença que existe de maneira constante em determinada localidade, independente do número de indivíduos por ela atacados. Epidêmica, por sua vez, é uma doença que surge rapidamente em um lugar e acomete um número elevado de pessoas. 

Em Minas Gerais, gestores de 34% dos municípios afirmaram ter conhecimento de pelo menos uma das doenças listadas (tifo, malária, cólera, difteria, leptospirose, hepatite, febre amarela, dermatite, zika, chikungunya, doença respiratória, verminoses, diarreia, dengue e outras).

As três doenças mais citadas foram, dengue com 26,5%, diarreia 20,8% e verminoses com 18,6%. No caso da dengue, os Territórios de Desenvolvimento Mucuri, Triângulo Norte e Triângulo Sul foram os mais afetados e os territórios Central, Sudoeste e Vertentes os que registraram menos ocorrências.

 

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. | www.fjp.mg.gov.br

Informações para a imprensa: (31) 3448-9580 / 3448-9588

Siga a FJP no Twitter: https://twitter.com/_fjp_

Acompanhe a FJP no Facebook: http://www.facebook.com/fjpoficial