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Fundação João Pinheiro divulga resultados do Déficit Habitacional no Brasil

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Entre 2014 e 2015, o déficit habitacional aumentou em 20 dos 27 estados brasileiros

O d√©ficit habitacional relativo do pa√≠s, que dimensiona a car√™ncia em rela√ß√£o ao total de domic√≠lios de uma regi√£o, passou dos 9,0% (6 milh√Ķes e 68 mil moradias em termos absolutos) registrados em 2014 para 9,3% (6 milh√Ķes e 355 mil) em 2015. Os dados foram disponibilizados na Plataforma FJP Dados da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro nesta quarta-feira, 11 de abril.

Para o c√°lculo, considera-se integrante do d√©ficit habitacional qualquer domic√≠lio no qual se encontre uma das quatro situa√ß√Ķes: habita√ß√£o prec√°ria (domic√≠lios improvisados ou r√ļsticos), coabita√ß√£o familiar (soma dos c√īmodos e das fam√≠lias conviventes com inten√ß√£o de constituir um domic√≠lio exclusivo), √īnus excessivo com aluguel (fam√≠lias com rendimento de at√© tr√™s sal√°rios m√≠nimos e gasto superior a 30% da renda familiar) ou adensamento excessivo de moradores em im√≥veis alugados (mais de tr√™s moradores por dormit√≥rio).

Minas Gerais - Em relação ao total de domicílios do estado, o déficit habitacional de Minas Gerais foi de 7,6% em 2014 e de 8,1% em 2015. Em termos absolutos, o déficit passou de 529 mil para 575 mil domicílios respectivamente. Desse total, a Região Metropolitana de Belo Horizonte representava 29,7% (157 mil unidades) do total de carência de moradias em 2014 e 27,6% (158 mil) em 2015.

Minas Gerais ocupava, por√©m, o 6¬ļ lugar no ranking das unidades da Federa√ß√£o com os menores d√©ficits relativos em 2015. Rio Grande do Sul (5,8%), Paran√° (7,4%), Rio de Janeiro (7,8%), Esp√≠rito Santo (8%) e Mato Grosso (8,1%) foram os estados com menores d√©ficits habitacionais em 2015.

O √īnus excessivo com aluguel teve maior peso no resultado geral do d√©ficit habitacional no estado, com participa√ß√£o de 57% (330 mil moradias) em 2015, sendo que em 2014 esse percentual era de 59% (310 mil). Em segundo lugar ficou a coabita√ß√£o familiar, que respondia por 36% (209 mil unidades) em 2015 e 34% (179 mil) em 2014.

Em 2015, a habita√ß√£o prec√°ria correspondia a 3% do d√©ficit (16 mil habita√ß√Ķes) no estado, sendo que no ano anterior esse percentual era de 4% (23 mil). O adensamento excessivo com aluguel em 2015 foi o componente com menor participa√ß√£o relativa em Minas Gerais: ficou em 3% (16 mil).

Brasil - Na compara√ß√£o entre 2015 e 2014, a varia√ß√£o no d√©ficit habitacional absoluto (n√ļmero de moradias) foi diferenciada entre as unidades da Federa√ß√£o. Dos 27 estados brasileiros, 20 registraram aumento, e sete, redu√ß√£o. As maiores quedas foram observadas em Alagoas (25 mil) e no Amazonas (17 mil); as maiores eleva√ß√Ķes, em Santa Catarina (48 mil), Minas Gerais (46 mil) e no Paran√° (32 mil).

Os estados com maior volume de unidades de déficit habitacional em 2015 foram São Paulo (1 milhão e 337 mil domicílios), Minas Gerais (575 mil), Bahia (461 mil), Rio de Janeiro (460 mil) e Maranhão (392 mil). Em relação aos valores relativos em 2015, os estados com maiores déficits habitacionais foram Maranhão, com 20%, e Amazonas, com 14,5%. Já os com os menores percentuais relativos foram Rio Grande do Sul (5,8%), Paraná (7,5%), Rio de Janeiro (7,8%) e Espírito Santo (8%).

A composi√ß√£o do d√©ficit habitacional em 2015 mostra que o componente com maior peso √© o √īnus excessivo com aluguel. Ele responde por 3 milh√Ķes e 177 mil unidades ou 50% do d√©ficit. √Č seguido pela coabita√ß√£o, com 1 milh√£o e 902 mil domic√≠lios ou 29,9%, pela habita√ß√£o prec√°ria (942 mil ou 14,8%) e pelo adensamento excessivo em domic√≠lios alugados (332 mil ou 5,2%).

Em compara√ß√£o com o ano anterior, constata-se uma redu√ß√£o na participa√ß√£o dos componentes coabita√ß√£o familiar e adensamento excessivo em domic√≠lios alugados. Em 2014 eles foram de 31,5% e 6%, em 2015 declinaram para 29,9% e 5,2% respectivamente. Destaca-se o papel do componente √īnus excessivo com aluguel: em 2014 foi de 48,2%, em 2015 correspondeu √† metade do d√©ficit habitacional do Brasil (50%). J√° a habita√ß√£o prec√°ria, 14,2% em 2014, teve seu percentual elevado no ano seguinte para 14,8%.

Déficit por região

Sudeste - Tanto em 2015 como em 2014 os maiores d√©ficits habitacionais absolutos do pa√≠s foram registrados na regi√£o Sudeste: 2 milh√Ķes e 482 mil domic√≠lios e 2 milh√Ķes e 425 mil respectivamente. Em termos relativos, os valores foram 8,4% (2015) e 8,3% (2014). O resultado de 2015 pode ser explicado pelo incremento do n√ļmero de moradias com √īnus excessivo de aluguel (1 milh√£o e 524 mil), respons√°vel por 61,4% do d√©ficit habitacional da regi√£o. No ano anterior o percentual era de 60,8%. ¬†

Na regi√£o Sudeste, o estado de S√£o Paulo apresentou d√©ficit de 1 milh√£o e 337 mil habita√ß√Ķes em 2015, seguido por Minas Gerais (575 mil), Rio de Janeiro (460 mil) e Esp√≠rito Santo (109 mil).¬† Em termos relativos, os indicadores foram 8,8% (S√£o Paulo), 8,1% (Minas Gerais), 7,8% (Rio de Janeiro) e 8% (Esp√≠rito Santo).

Em 2015, S√£o Paulo apresentou o maior n√ļmero de resid√™ncias com √īnus excessivo de aluguel (801 mil), seguido por Minas Gerais (330 mil). Os dois estados tiveram tamb√©m os maiores valores de coabita√ß√£o familiar do pa√≠s: 326 mil e 209 mil respectivamente.

Nordeste - Na região Nordeste, o déficit habitacional absoluto em 2015 foi estimado em 1 milhão e 971 mil domicílios; em termos relativos, em 11%. No ano anterior, os valores eram de 1 milhão e 900 mil e 10,8% respectivamente.

No ano de 2015, Bahia e Maranh√£o apresentaram os maiores d√©ficits habitacionais da regi√£o.¬† Em n√ļmeros absolutos correspondiam, respectivamente, a 461 mil e 392 mil. Foram seguidos pelo Cear√° (302 mil) e por Pernambuco (285 mil). Os maiores valores relativos do d√©ficit habitacional para os estados da regi√£o eram de 20% (Maranh√£o), 12,8% (Sergipe) e 10,9% (Piau√≠).

A regi√£o Nordeste foi a que apresentou o maior n√ļmero de habita√ß√Ķes prec√°rias em 2015, totalizando 498 mil unidades. Desse total, 241 mil estavam no Maranh√£o.

Norte - No Norte o d√©ficit habitacional em 2015 foi de 645 mil habita√ß√Ķes; no ano anterior, de 632 mil moradias. A regi√£o teve os maiores percentuais do d√©ficit relativo do pa√≠s nos dois anos: 12,4% (2015) e 12,8% (2014). Os maiores volumes estavam localizados no Par√° (314 mil) e no Amazonas (151 mil).

Em 2015, os d√©ficits habitacionais relativos eram de 14,5% no Amazonas, 14,2% no Amap√°, 14,2% em Roraima, 13,3% no Par√°, 11,7% no Acre, 9,9% em Tocantins e 8,6% em Rond√īnia.

Sul - A região Sul apresentou déficit de 734 mil domicílios em 2015 e de 645 mil em 2014; os valores relativos foram de 7,0% e 6,3%. 

De novo em 2015, o Paraná apresentou déficit de 290 mil moradias, o Rio Grande do Sul, de 239 mil, e Santa Catarina, de 204 mil. Os valores relativos foram 7,5%, 5,8% e 8,4% respectivamente.

Centro-Oeste ‚Äď Em 2015 e 2014, o menor d√©ficit habitacional do Brasil foi o da regi√£o Centro-Oeste: 521 mil unidades e 464 mil respectivamente. Na regi√£o, o d√©ficit habitacional relativo foi de 10%, em 2015 e de 9,0%, em 2014.

Em 2015, os déficits habitacionais absolutos foram de 210 mil em Goiás, 132 mil no Distrito Federal, 90 mil no Mato Grosso e 88 mil no Mato Grosso do Sul. No ano anterior, os valores foram 202 mil, 117 mil, 72 mil e 71 mil respectivamente. Já os déficits habitacionais relativos eram: 9,4% (Goiás), 13,5% (Distrito Federal), 8,1% (Mato Grosso) e 9,7% (Mato Grosso do Sul).

Regi√Ķes metropolitanas - O comportamento do d√©ficit habitacional nas nove regi√Ķes metropolitanas foi similar quando 2015 e 2014 s√£o comparados. Em termos absolutos, apenas a RM de Curitiba apresentou redu√ß√£o na car√™ncia de moradias. Nas demais, o d√©ficit habitacional aumentou. ¬†A RM de S√£o Paulo apresentou d√©ficit de 639 mil moradias em 2015, seguida pela do Rio de Janeiro (340 mil), de Belo Horizonte (158 mil), de Fortaleza (147 mil) e de Salvador (139 mil). Em termos relativos, apenas a RM de Curitiba apresentou redu√ß√£o no d√©ficit habitacional entre 2014 e 2015.

O √īnus excessivo com aluguel tem papel preponderante na composi√ß√£o do d√©ficit habitacional nas regi√Ķes metropolitanas. √Č exce√ß√£o apenas na RM de Bel√©m, onde a coabita√ß√£o familiar √© o componente com maior expressividade (63,9%).¬† O √īnus excessivo com aluguel em 2015 representou mais de 60% da composi√ß√£o do d√©ficit habitacional nas RM de Recife (61,5%), do Rio de Janeiro (66,5%) e de Curitiba (60,1%).

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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