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Fundação João Pinheiro divulga Informações sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho em Minas Gerais

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A Fundação João Pinheiro (FJP) divulgou nesta quarta-feira, 7 de março, os resultados da participação das mulheres no mercado de trabalho de Minas Gerais nos anos de 2015 e 2016, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados estão disponíveis na plataforma FJP Dados.

O estudo apontou que a estimativa da População Economicamente Ativa (PEA) das mulheres reduziu 1,1% no período, enquanto a dos homens permaneceu estável. Houve redução de 4% de postos de trabalho para as mulheres e do aumento de 24,9% do número de desocupadas no período. Para os homens, houve redução de 2,5% na estimativa de ocupados e aumento de 30,2% na de desocupados.

Historicamente, a taxa de desocupação entre as mulheres é superior à dos homens. Entre 2015 e 2016, mesmo com aumento relativamente maior da desocupação entre eles, esse número ainda foi 2,4% a mais para elas, sendo 12,5% contra 10,1%.

Já taxa de participação das mulheres segue inferior a dos homens. Em 2016, pouco mais da metade delas estava no mercado de trabalho (53,9%), ao passo que para eles esse percentual foi de 73,7%.

Ocupações - Na distribuição dos ocupados por grupos ocupacionais em Minas Gerais, os dados mostram que as mulheres estão concentradas nos setores de serviços e comércio (29%), nas ocupações elementares - aquelas com baixa qualificação e baixa escolaridade (24%) – e entre os profissionais das ciências e intelectuais (13%). No caso dos homens, há uma maior concentração entre os qualificados na mecânica e construção (22%) e nas ocupações elementares (19%).

Rendimentos - No período analisado as mulheres ganharam, em média, 88% dos rendimentos dos homens, por hora trabalhada. Em relação aos setores de atividade, somente na agricultura/pecuária e construção civil, onde elas são minoria, obtiveram um maior rendimento por hora trabalhada do que eles. Em 2016 na agricultura/pecuária elas receberam R$ 9,71 contra R$ 7,83 e na construção civil receberam R$ 16,97 e homens R$ 9,57 por hora trabalhada.

Já em relação ao cargo ocupado, destaca-se que a diferença marcante está no grupo de profissionais das ciências e intelectuais, em que, embora sejam maioria na área, as mulheres recebem apenas 67% do salário dos homens.

Entre os membros das forças armadas, policiais e bombeiros militares, ocupações elementares e trabalhadores qualificados da agropecuária, a renda média das mulheres é superior a dos homens, ainda que haja uma proporção maior de homens nestas ocupações.

 

Assessoria de Comunicação | Fundação João Pinheiro

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