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Fundação João Pinheiro lança plataforma de indicadores

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Iniciativa visa disponibilizar s√©ries tem√°ticas produzidas pelo Centro de Estat√≠stica e Informa√ß√Ķes. Primeira publica√ß√£o analisa a terceiriza√ß√£o no mercado de trabalho.

 

Disponibilizar dados econ√īmicos, demogr√°ficos e sociais de Minas Gerais em um sistema digital amig√°vel que simplifique a busca e facilite a interpreta√ß√£o de indicadores pelos diversos atores do governo e da sociedade civil. Essa √© a proposta do Centro de Estat√≠stica e Informa√ß√Ķes da¬†Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (CEI/FJP), que lan√ßa nesta quarta-feira, 3 de maio, a plataforma¬†FJP Dados.¬†

Tamb√©m dispon√≠vel para dispositivos m√≥veis, a nova p√°gina tem o objetivo de divulgar estudos relacionados a datas pertinentes √†s √°reas de atua√ß√£o do CEI. Nesse contexto, em refer√™ncia ao dia do trabalho, comemorado em 1¬ļ de maio, o estudo Indicadores CEI - Mercado de Trabalho: terceiriza√ß√£o¬†abre a s√©rie de publica√ß√Ķes da plataforma.¬†

‚ÄúO FJP Dados visa tamb√©m a continuidade de promo√ß√£o de um v√≠nculo mais estreito entre a popula√ß√£o em geral e a FJP, na perspectiva de uma atua√ß√£o cada vez mais participativa, na medida em que possibilita n√£o apenas o acesso a informa√ß√Ķes de f√°cil entendimento e manuseio, mas tamb√©m a oportunidade de di√°logo com a equipe t√©cnica da institui√ß√£o‚ÄĚ, afirma o Presidente da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro, Roberto Nascimento. ‚ÄúO leitor poder√° emitir sua avalia√ß√£o sobre os indicadores disponibilizados, sanar d√ļvidas e, al√©m disso, propor temas e abordagens para compor edi√ß√Ķes futuras do FJP Dados‚ÄĚ, completa.¬†

‚ÄúCom esta ferramenta, a Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro tamb√©m revitaliza a proposta de ampliar a visibilidade de pesquisas focadas em √°reas cruciais para o desenvolvimento estadual, estimulando a discuss√£o sobre quest√Ķes essenciais para as transforma√ß√Ķes econ√īmicas e sociais de Minas Gerais‚ÄĚ, avalia a diretora do Centro de Estat√≠stica e Informa√ß√Ķes da FJP, J√ļnia Santa Rosa.

N√ļmeros - O estudo Indicadores CEI - Mercado de Trabalho: terceiriza√ß√£o¬†teve como refer√™ncia a base de dados da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED) da Regi√£o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), realizada pela Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro desde 1996 e interrompida em junho de 2014.

A análise apresenta dados sobre a distribuição do total de assalariados e de terceirizados por sexo, raça/cor, faixa etária, escolaridade e rendimento médio, entre outros aspectos.

De acordo com o estudo, do total de ocupados da Regi√£o Metropolitana de Belo Horizonte no ano de 2013, os assalariados do setor privado terceirizados representavam 2,3%, os contratados diretamente correspondiam a 54,3% e os assalariados do setor p√ļblico representavam 13,6%. O restante da distribui√ß√£o era composto por trabalhadores aut√īnomos (17,5%), empregadas dom√©sticas (5,9%) e as outras ocupa√ß√Ķes (6,4%).

Naquele ano, 88,7% dos terceirizados atuavam no setor de serviços. Deste total, 32,8% trabalhavam em empresas com quadro de 100 a 499 funcionários e 40,3% em empresas com mais de 500 empregados.

De acordo com o pesquisador do Centro de Estat√≠stica e Informa√ß√Ķes da Funda√ß√£o Jo√£o Pinheiro (CEI/FJP), Glauber Silveira, os terceirizados tinham escolaridade relativamente inferior √† do total de trabalhadores assalariados. ‚ÄúEnquanto para o total de assalariados 14,4% tinham ensino fundamental incompleto, este percentual era de 26,7% entre os terceirizados. Com o fundamental completo ou m√©dio incompleto, os percentuais representavam 16,8% e 27,7%; e, com ensino m√©dio completo e superior incompleto, 46,8% e 42,4% respectivamente‚ÄĚ, explica.

O estudo também constatou que os terceirizados do setor privado auferiram rendimentos mais baixos do que a média do total de assalariados, independente do sexo, raça/cor, idade e escolaridade. No período de referência (2013), no caso dos homens, quando terceirizados tiveram um rendimento real médio equivalente a 60,7% do rendimento real médio do total de assalariados. Para as mulheres, a proporção entre terceirizadas e média de assalariadas era de 54,4%.

Em relação a 2005, o rendimento médio dos assalariados apresentou aumento de 37,6%. Já para os assalariados do setor privado, essa elevação foi de 39,5% e, para os terceirizados, de 36,9%. Comparando a renda média de 2013 com a de 2012 observou-se que não houve alteração para os terceirizados. Nesta mesma base de comparação, para o total de assalariados e para os assalariados do setor privado, houve acréscimo de 12,4% e 8,4%, respectivamente.

 

Acesse: FJP Dados

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